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Lar Pedro Rodrigues Costa

Numa conversa informal com o Sr. Padre Carlos, Pároco da Igreja Matriz de Alhos Vedros, este relembrou que (e também podemos encontrar esta informação num dos seus escritos)

o Sr. Pedro Rodrigues Costa era um rapazito que saiu muito novo da Terra, para trabalhar como "moço de recados" em Lisboa, numa loja, com o nome de Loja das Meias.

Cedo progrediu, começando pelas tarefas que lhe eram confiadas, revelando-se bastante competente nas suas responsabilidades, de tal forma que a loja lhe veio a ser confiada pelo seu patrão, vindo o Sr. Pedro a ficar posteriormente proprietário da mesma. Assim, desenvolveu o negócio que dirigia, ficando mais tarde na companhia dos seus filhos, nomeadamente, a D. Manuela Costa, a D. Amélia, a D. Fernanda e o Sr. Pedro Costa.

Posteriormente à sua morte, a família reúne-se na intenção de homenagear seu pai, e em sua memória, pretende fazer uma doação à terra que o viu nascer e crescer, muito embora a tenha deixado bastante jovem. É com esta intenção que faz várias doações, nomeadamente para a construção de um Lar para acolher e cuidar os idosos, para a Igreja Matriz e para a Cantina Escolar. Nasce assim, na Santa Casa da Misericórdia de Alhos Vedros, o primeiro estabelecimento não asilar, o Lar Pedro Rodrigues Costa, inaugurado em 18 de Março de 1974, destinado a 30 pessoas idosas de ambos os sexos, alojadas em quartos duplos.

Este edifício, sito no centro de Alhos Vedros, junto ao Hospital Sub-Regional, também da Misericórdia, é constituído por 4 pisos: R/chão, 1º, 2º e 3º Andar. Ainda sem regras precisas definidas em lei, apresenta já uma inovação relativamente à época: ausência de camaratas.

Mais tarde, é então acrescentado ao primeiro edifício, aquilo que viria a denominar-se como” a parte nova”, essa sim, já apresentando uma construção “de ponta” concebida pelo Arquiteto “Alves de Sousa”. Este edifício, inaugurado em 19 de março de 1983, dispunha já, de uma cozinha semi-industrial, áreas sociais, com dimensões adequadas às necessidades dos utentes, 2 gabinetes e instalações de apoio ao Centro de Dia, com bar, sala de atividades e sanitários com barbeiro e cabeleireira, manicura e pedicura.

Cerca de sensivelmente 40 anos passados, o nosso primeiro estabelecimento, apresenta agora e visivelmente as marcas do tempo.

RESPOSTAS SOCIAIS

Centro de Dia

A Santa Casa da Misericórdia de Alhos Vedros, presta serviços na área do apoio às pessoas idosas, através do seu Estabelecimento Pedro Rodrigues Costa, e da resposta Social de Centro de Dia, tendo acordo de cooperação, celebrado com o Centro Distrital de Segurança Social.

Esta Resposta social surge como uma alternativa de supervisão e enquadramento à pessoa idosa, privilegiando a autonomia desta e a manutenção no seu ambiente natural, com suporte social. Esta resposta, contribui para retardar a institucionalização, inverter a visão da pessoa idosa como um ser dependente e inútil (que conduz à lógica da integração no Lar como a única resposta adequada e possível) e baseia a sua dinâmica na prestação de serviços tendo em conta as necessidades básicas do utente, mas também necessidades de outra ordem, nomeadamente a nível da gestão do lazer e do projeto de vida de cada utente, bem como a sua integração no quotidiano, ou em projetos comunitários.

São objetivos da Resposta Social de Centro de Dia:

  1. Promover o bem-estar e a qualidade de vida dos utentes, tendo em conta as suas possibilidades;
  2. Prestar serviços que satisfaçam as necessidades básicas dos utentes;
  3. Prestar apoio psicossocial;
  4. Privilegiar a interação com a família e/ou significativos e com a comunidade, no sentido de aplicar estratégias de reforço da autoestima, de valorização e de autonomia pessoal e social, assegurando as condições de estabilidade necessárias para o reforço da sua capacidade autónoma e para a organização das atividades da vida diária;
  5. Promover as relações interpessoais dos idosos entre si, e destes com outros grupos etários a fim de evitar o isolamento;
  6. Contribuir para a manutenção do idoso no seu domicílio;
  7. Contribuir para a manutenção da saúde física e mental do idoso;
  8. Contribuir para a estabilização ou retardamento do processo de envelhecimento;
  9. Prestar serviços que satisfaçam necessidades de ordem ética, estética e outras que organizem o sentido da vida da pessoa idosa;
  10. Estruturar ou desenvolver competências a nível técnico, artístico ou outro por forma a solidificar a noção de pessoa idosa na resolução dos próprios problemas e na vida social e cultural da comunidade;
  11. Estimular o espírito de solidariedade e de entreajuda por parte dos utentes e incentivar a relação inter e intrafamiliar bem como as relações inter geracionais.
 Regulamento Interno

ERPI (Estrutura Residencial Para Pessoas Idosas)

Assim, o modelo é o de “residência assistida”, conforme o previsto no Manual para pessoas com idade correspondente à idade estabelecida para a reforma, ou outras em situação de maior risco de perda de independência e/ou de autonomia que, por opção própria, ou por inexistência de retaguarda social, sem dependências causadas por estado agravado de saúde do qual decorra a necessidade de cuidados médicos e paramédicos continuados ou intensivos, pretendem integração em estrutura residencial, podendo aceder a serviços de apoio bio-psico-social, orientados para a promoção da qualidade de vida e para a condução de um envelhecimento sadio, autónomo, activo e plenamente integrado (excerto do manual de qualidade para a resposta social de Lar).

São objetivos da Resposta Social de Lar de Idosos:

  1. Promover o bem-estar e a qualidade de vida dos utentes, tendo em conta as suas possibilidades;
  2. Privilegiar a interação com a família e/ou significativos e com a comunidade, no sentido de otimizar os níveis de atividade e de participação social;
  3. Promover estratégias de reforço da autoestima, de valorização e de autonomia pessoal e social, assegurando as condições de estabilidade necessárias para o reforço da sua capacidade autónoma, para a organização das atividades da vida diária;
  4. Promover as relações interpessoais dos idosos entre si, e destes com outros grupos etários a fim de evitar o isolamento;
  5. Contribuir para a manutenção da saúde física e mental do idoso;
  6. Contribuir para a estabilização ou retardamento do processo de envelhecimento;
  7. Prestar serviços que satisfaçam as necessidades da pessoa idosa;
  8. Potenciar a participação da pessoa idosa na resolução dos próprios problemas e na vida social e cultural da comunidade;
  9. Prestar apoio Psicossocial;
  10. Estimular o espírito de solidariedade e de entreajuda por parte dos utentes e incentivar a relação inter e intrafamiliar e as relações inter-geracionais.
 Regulamento Interno

SAD (Serviço de Apoio Domiciliário)

O Apoio Domiciliário é uma resposta social que consiste na prestação de serviços individualizados e personalizados a pessoas idosas ou outras, que temporária ou permanentemente, não possam assegurar a satisfação das suas necessidades básicas e ou atividades de vida diária. Este serviço, contribui para a manutenção das pessoas no seu domicílio habitual, visando a promoção da autonomia e a prevenção de situações de dependência ou o seu agravamento.

São objetivos da Resposta Social de Apoio Domiciliário:

  1. Promover o bem-estar e a qualidade de vida dos utentes no seu domicílio;
  2. Promover uma estreita ligação entre o utente, a família e o meio;
  3. Contribuir para a manutenção do idoso no seu domicílio;
  4. Contribuir para a manutenção da saúde física e mental do idoso;
  5. Contribuir para a estabilização ou retardamento do processo de envelhecimento;
  6. Prestar serviços que satisfaçam as necessidades da pessoa idosa;
  7. Potenciar a participação da pessoa idosa na resolução dos próprios problemas e na vida social e cultural da comunidade;
  8. Prestar apoio psicossocial;
  9. Promover relações interpessoais entre os idosos e outros grupos etários a fim de evitar o isolamento e estimular relações inter-geracionais.
 Regulamento Interno

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